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Síndrome de Down e parentalidade

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Isadora Moreira Soares, estudante do 6º período do curso de Psicologia do UNIFEB, orientada pela profª Rosimeire Ferreira Mendes
Isadora Moreira Soares, estudante do 6º período do curso de Psicologia do UNIFEB, orientada pela profª Rosimeire Ferreira Mendes

A análise da Síndrome de Down na atualidade destaca a importância de garantir a autonomia e o respeito à dignidade social da pessoa. De acordo com o direito de constituir matrimônio e de fazer as suas próprias escolhas, a pessoa adulta ganha a liberdade de construir relacionamentos amorosos e planejar a sua própria família. Afinal, a pessoa com a trissomia possui plena capacidade de se desenvolver e de gerenciar a sua própria vida. Contudo, quando esse membro da família anuncia a chegada da geração seguinte, a estrutura familiar original sofre um forte impacto, exigindo uma reorganização para definir as responsabilidades de cuidado.

Para a primeira geração, esse anúncio mexe com sentimentos profundos do passado. O momento traz à memória a infância da pessoa com a síndrome, uma fase que foi marcada pela angústia, pelo medo e pela dor de aceitar que a realidade era diferente daquilo que se tinha imaginado. Ver alguém deixar o papel de dependente para assumir a responsabilidade de cuidar pode gerar, no início, negação e rejeição por parte dos parentes. No entanto, é preciso lembrar que essa pessoa é totalmente capaz de aprender, evoluir e exercer esse novo papel com responsabilidade, superando a desconfiança que muitas vezes surge dentro de casa.

Para diminuir o estresse dessa nova fase e proteger a saúde mental de todos os envolvidos, a ajuda de profissionais de psicologia e assistência social torna-se indispensável. Essa rede de apoio deve agir com equilíbrio, ajudando a acalmar as ansiedades dessa transição. O suporte prático oferecido pelos familiares de gerações anteriores no dia a dia pode ser muito importante, mas é fundamental que esse cuidado não se transforme em uma interferência excessiva, comprometendo a autonomia de quem está construindo e conduzindo o seu novo lar. O mais importante é validar o amor e a competência da pessoa que assume a parentalidade, garantindo que o seu direito de escolha e a sua dignidade sejam sempre respeitados.

 

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